sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

"Estando em outro país e tendo acesso a informações sobre as principais características do seu povo, pude sabê-lo "individualista".
O conhecimento dessa particularidade deixou-me curioso a respeito dos motivos que estão levando as pessoas a isolarem-se umas das outras, além das conseqüências de tal atitude.
A ascendência do ter sobre o ser, a quase que obrigatoriedade de sobressair-se pela aparência, a importância de um grande saldo bancário, o automóvel último tipo e a roupa da moda fazem com que as pessoas vivam na sua redoma particular, presas apenas das suas vontades e das suas aspirações.
Pode parecer incrível, mas até nas danças modernas as pessoas se isolam. É extremamente difícil vermos pares dançando abraçados. Tornou-se, como diriam alguns, meio "démodé", quadrado. A intimidade gerada por um abraço, mais do que ser sensual ou sexual, transmite conforto, segurança, afeto, carinho, respeito. Preenche as necessidades de quem é abraçado e permite, a quem teve a iniciativa do gesto, demonstrar ser capaz de transmitir sua generosidade.
Desde que descarregado de outras intenções, o simples enlaçar com os braços é uma atitude poderosa. Transmite-se, através dele, inclusive o respeito para com a outra pessoa. Tomemos, como exemplo, a forma de apresentar sentimentos a quem passa pelo difícil momento da perda de um ser querido.
Quaisquer que sejam as palavras escolhidas para confortar essa pessoa poderão ser, no mínimo, inócuas, sem o verdadeiro sentido do que deveriam exprimir. Já o abraço forte demonstra o apoio, o conforto e a segurança oferecidos. Aquele que é abraçado pode confiar na força que lhe é transmitida, a confiança que lhe está sendo destinada.
Quando estamos nos sentindo sozinhos, meio que tristes ou com o horizonte fora de foco, um abraço é o melhor dos remédios. Faz-nos sentir queridos, alvos da atenção que necessitamos.
As palavras, nessas horas, talvez não signifiquem muito. O poderoso afeto que nos é destinado tem a força de erguer-nos do fosso e parece muito grande, maior do que a mais alta montanha. O ombro que nos recebe é sempre capaz de nos animar, de nos trazer de volta aos bons momentos da vida.
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As crianças, por exemplo, na sua natural dificuldade para se expressarem através de palavras, demonstram todo o seu carinho com longos e apertados abraços. Chegam a ranger os dentes com a finalidade de nos mostrar a força do seu sentimento. É uma das mais reais provas de sentimento puro, de vontade de gritar sua demonstração de carinho.
Abraços de boas-vindas podem ser a prova de que a sua falta foi realmente sentida. Parecem querer dizer que o seu lugar, durante a sua ausência, foi ferrenhamente guardado. Quem permaneceu aguardando o seu regresso, qualquer que tenha sido o motivo da sua ida, precisava de você ao lado, tendo compreendido bem o motivo que o tenha privado da sua presença.
Está verdadeiramente feliz com a sua volta. Ah!, e os abraços de amor... Não existe quem a eles resista. Conseguem dizer o que as palavras jamais conseguiriam. Nem os olhos abertos se lhes resistem.
Vencidos, semicerram-se. A gana (a boa gana) se transforma em dedos crispados. Os rostos parecem querer invadir um ao outro.
Acontece uma verdadeira fusão de corpos e almas. É uma das mais expressivas formas de demonstração de amor.
Dois seres que se amam se completam nesses momentos. É o céu e a terra juntos. Existe, ali, a prova da divindade nos seres humanos, a sublime parte de ambos. Assim é que, diante do que consegui dizer, gosto de continuar com os meus princípios de integração/interação. Preciso de outro(s) ser(es) humano(s) ao meu lado. Para abraçar e/ou ser abraçado."
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[Alberto Petrocchi]
"Sorri quando a dor te torturar
E a saudade atormentar
Os teus dias tristonhos vazios
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Sorri quando tudo terminar
Quando nada mais restar
Do teu sonho encantador
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Sorri quando o sol perder a luz
E sentires uma cruz
Nos teus ombros cansados doridos
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Sorri vai mentindo a sua dor
E ao notar que tu sorris
Todo mundo irá supor
Que és feliz"
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[Charles Chaplin]

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

"Meu coração está aos pulos!
Quantas vezes minha esperança será posta à prova?
Por quantas provas tera ela que passar?
Tudo isso que está aí no ar
Malas, cuecas que voam entupidas de dinheiro
Do meu dinheiro, do nosso dinheiro
Que reservamos duramente para educar os meninos mais pobres que nós
Para cuidar gratuitamente da saúde deles e dos seus pais
Esse dinheiro viaja na bagagem da impunidade
E eu não posso mais.
Quantas vezes meu amigo meu rapaz minha confiança vai posta a prova, quantas vezes minha esperança vai esperar no cais?
É certo que tempos difíceis
Existem para aperfeiçoar o aprendiz,
Mas não é certo que a mentira dos maus brasileiros
Venha quebrar no nosso nariz.
Meu coração tá no escuro,
A luz é simples,
Regada ao conselho simples de meu pai, minha mãe, minha avó
E os justos que os precederam: "Não roubarás", "Devolva o lápis do coleguinha", "Esse apontador não é seu, minha filha".
Ao invés disso, tanta coisa nojenta e torpe tenho tido que escutar
Até habeas corpus-preventivo coisa da qual nunca tinha visto falar e sobre qual minha pobre lógica ainda insisti esse é o tipo de beneficio que só o culpado interessara.
Pois bem, se mexeram comigo,
Com a velha e fiel fé do meu povo sofrido,
Então agora eu vou sacanear: Mais honesta ainda eu vou ficar.
Só de sacanagem!
Dirão: “Deixa de ser boba, desde Cabral que aqui todo o mundo rouba”
E eu vou dizer: Não importa, será esse o meu carnaval,
Vou confiar mais e outra vez.
Eu, meu irmão, meu filho e meus amigos,
Vamos pagar limpo a quem a gente deve
E receber limpo do nosso freguês.
Com o tempo a gente consegue ser livre,
Ético e o escambau.
Dirão:"É inútil, todo o mundo aqui é corrupto, desde o primeiro homem que veio de Portugal”.
Eu direi: Não admito, minha esperança é imortal. Eu repito, ouviram? IMORTAL!
Sei que não dá para mudar o começo
Mas, se a gente quiser, vai dar para mudar o final!"
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[Elisa Lucinda-Só de sacanagem]

domingo, 24 de janeiro de 2010


[Amigo é casa]

sábado, 23 de janeiro de 2010

Nossa correria diária não nos deixa parar para perceber se o que temos já não é o suficiente para nossa vida.
Nos preocupamos muito em TER:
Ter isso, Ter aquilo, comprar isso, comprar aquilo.
Os anos vão passando, quando nos damos conta, esquecemos do mais importante que é VIVER e SER FELIZ!
Muitas vezes para ser feliz não é preciso Ter, o mais importante na vida é SER.
As pessoas precisam parar de correr atrás do Ter e começar a correr atrás do SER:
Ser Amigo, Ser Amado, Ser Gente.
Tenho certeza de que, quando SOMOS, ficamos muito mais felizes do que quando TEMOS.
O SER leva uma vida para se conseguir e o Ter muitas vezes conseguimos logo.
O SER não se acaba nem se perde com o tempo, mas o Ter pode terminar logo.
O SER é eterno, o Ter é passageiro.
Mesmo que dure por muito tempo, pode não trazer a felicidade e é aí que vem o vazio na vida das pessoas...
Por isso, tente sempre SER e não Ter.
Assim você sentirá uma felicidade sem preço!
Espero que você deixe de cobrar o que fez e o que não fez nos últimos anos e que você tente o mais importante:
SER FELIZ!


[Um ótimo fim de semana]

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Perguntaram ao Dalai Lama:
- O que mais te surpreende na Humanidade?
E ele respondeu:
- "Os homens... Porque perdem a saúde para juntar dinheiro, depois perdem dinheiro para recuperar a saúde. E por pensarem ansiosamente no futuro, esquecem do presente de tal forma que acabam por não viver nem o presente nem o futuro. E vivem como se nunca fossem morrer e morrem como se nunca tivessem vivido."

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

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"Senhor: Fazei de mim um instrumento de vossa Paz.
Onde houver Ódio, que eu leve o Amor,
Onde houver Ofensa, que eu leve o Perdão.
Onde houver Discórdia, que eu leve a União.
Onde houver Dúvida, que eu leve a Fé.
Onde houver Erro, que eu leve a Verdade.
Onde houver Desespero, que eu leve a Esperança.
Onde houver Tristeza, que eu leve a Alegria.
Onde houver Trevas, que eu leve a Luz!
Ó Mestre,
fazei que eu procure mais:
consolar, que ser consolado;
compreender, que ser compreendido;
amar, que ser amado.
Pois é dando, que se recebe.
Perdoando, que se é perdoado e
é morrendo, que se vive para a vida eterna!
Amém"
[Oração de São Francisco de Assis]
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segunda-feira, 11 de janeiro de 2010


[Acalma o meu dia.]

“Dizem que o que procuramos é um sentido para a vida. Penso que o que procuramos são experiências que nos façam sentir que estamos vivos.”( J.Campbell)

Para uns, a jornada é curta e agradável. Para outros a jornada é acidentada, e em alguns momentos, dá vontade de desistir. Ao contrário do que pensamos, é nesses momentos que algo muito maior está acontecendo. Estamos aqui para aprender, não para sofrer. É impossível apagar o passado. Porém é possível se desapegar das lembranças dolorosas. E assim desbloquear a paralisia afetiva.
À medida que ganhamos experiências, um pouco mais nos é revelado. Para isso é preciso abrir a mente. Ninguém é igual a alguém e ninguém é perfeito. A vida vai oferecendo fatos com os quais conseguimos lidar, conforme vamos aprendendo a administrá-los. É assim que a vida funciona. Avançamos no caminho espiritual através dos relacionamentos.
Deepak Chopra escreveu:"Seja qual for o relacionamento que você atraiu para dentro de sua vida, numa determinada época, ele foi aquilo de que você precisava naquele momento."
Repare: Nada é por acaso. Nós nos colocamos em uma espécie de “trilha”, que sempre esteve aí, o tempo todo, à espera. Elegemos grande parte do nosso destino. A vida que temos que viver para alcançar o significado de ser mais humano.
"Você não consegue mudaro que não consegue encarar". (James Aldwin)
Por isso, onde quer nos encontremos, é exatamente onde precisamos estar, nesse momento. Quando estivermos prontos para fazer uma coisa nova, de maneira nova, faremos. Há sempre alguém à espera da pessoa na qual estamos nos transformando. Talvez, ainda não estejamos prontos para reconhecê-la. A cada momento, cada um de nós está passando pelo processo de “ser” e de “se tornar”. Como as pessoas, os nossos relacionamentos também mudam. E ainda há muito a aprender. Há muito a ser realizado.
Apesar dos problemas, resta a fé, a gratidão, a alegria e a esperança.
"...Quem ocupa o trono tem culpa
Quem oculta o crime também
Quem duvida da vida tem culpa
Quem evita a dúvida também tem
Somos quem podemos ser
Sonhos que podemos ter..."
[Engenheiros]
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[Vista da casa de praia de Cotovelo Natal-RN]