quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Hoje sem muita coisa a fazer, deitei em minha rede e comecei a me questionar. Olhando em minha volta tudo sempre parece estar igual, o sol sempre nasce do mesmo lado, a lua sempre vem em seguida. Os ventos sempre sopram, as árvores sempre vibram. A terra sempre acolhedora, o céu sempre misterioso. Mais eu, quem sou? Vim de uma família normal, cresci como criança normal, vivo como alguém normal. Mais se me perguntarem a definição da palavra normal não saberei te responder. As vezes nem tudo se resumem em palavras, o que falta falar pode ser mais importante do que foi dito. Quero a sorte de uma vida tranquila e de paz, tenho a certeza do que conquisto, mais não sei quem sou. Tento e venho descobrindo minhas preferências, meus desejos, meus sonhos, quero viver, amar, ser feliz... Mais como posso tudo isso se quando me perguntas quem sou, repito; não sei. Vivo no incerto. Quero viver aquilo que não quis antes, quero amar aquele que não merece ser amado, vou desdizer aquilo que afirmei antes. Sei quem sou, uma metamorfose ambulante!

Jéssica C. Leal

"Prefiro ser
Essa metamorfose ambulante
Do que ter aquela velha opinião
Formada sobre tudo
Eu quero dizer
Agora o oposto
Do que eu disse antes
Eu prefiro ser
Essa metamorfose ambulante
Do que ter aquela velha opinião
Formada sobre tudo
Sobre o que é o amor
Sobre o que eu
Nem sei quem sou
Se hoje eu sou estrela
Amanhã já se apagou
Se hoje eu te odeio
Amanhã lhe tenho amor
Lhe tenho amor
Lhe tenho horror
Lhe faço amor
Eu sou um ator...
É chato chegar
A um objetivo num instante
Eu quero viver
Nessa metamorfose ambulante
Do que ter aquela velha opinião
Formada sobre tudo
Eu vou desdizer
Aquilo tudo que eu
Lhe disse antes
Eu prefiro ser
Essa metamorfose ambulante
Do que ter aquela velha opinião
Formada sobre tudo"
.
.
[Raul Seixas]

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