sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Tudo Passa

Certo dia um sacerdote percebeu a seguinte frase em um pergaminho pendurado aos pés da cama de seu mestre:
"Isso também passa".
Com a curiosidade de cada ser humano resolveu perguntar:
- "Mestre, o que significa essa frase?"
E o mestre sem titubear lhe responde:
- A vida nos prega muitas peças, que podem ser boas ou não. Mas tudo significa aprendizado.
Recebi esta mensagem de um anjo protetor num desses momentos de dor onde quase perdi a fé.
Ela é para que todos os dias antes de me levantar e de me deitar possa ler e refletir, para que quando tiver um problema, antes de me lamentar eu possa me lembrar que "isso também passa".
E para quando estiver exaltado de alegria, que tenha moderação e possa encontrar o equilíbrio, pois "isso também passa".
Tudo na vida é passageiro assim como a própria vida, tanto as tristezas como também as alegrias. Praticar a paciência e perseverar no bem e nas boas ações ter simplicidade, fé e pensamentos positivos mesmo perante as mais difíceis situações é saber viver e fazer da nossa vida um constante aprendizado.
É ter a consciência de que todas as pessoas erram, de que o ser humano ainda é um ser imperfeito em busca da perfeição e por isso até saber que se muitas vezes nos decepcionamos com pessoas é porque esperamos mais do que elas estão preparadas para dar, dentro de seu contexto e grau de compreensão.
Deste modo, meu amigo, toda vez que olho para essa frase, meu coração se aquieta e a paz me invade, pois sei que "isso também passa".
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Fraternidade, ainda que tardia

Dos três lemas da Revolução Francesa, a fraternidade é a mais esquecida pelos cantos. Relegada a um segundo plano social, em grande parte das vezes só encontra eco nos salões ocultos da religião ou como um expurgo do sentimento de culpa humana no trato para com seu semelhante.

Parece haver uma polarização irreversível no lidar com a alteridade, que oscila entre a hipocrisia e a conveniência. Diante de um grande tema que ponha em xeque o discurso da supremacia humana, como a violência, a corrupção ou as disparidades sociais, tendemos a pôr a culpa ora na falência das instituições, ora na insolvência do projeto existencial, como se disséssemos que falhamos por natureza e a humanidade é um erro.

A luta pela liberdade é um tópico central da sociedade moderna. Há uma aceitação razoável para com diferenças sociais, fome e epidemias. Até mesmo conflitos armados são tolerados em prol de uma liberdade desejada - mesmo sabendo que, no fundo, ela não será extensiva a todos num nível mais sutil.

Embora a igualdade não goze de semelhante prestígio no imaginário coletivo, ela se expressa normativamente na predominância de regimes laicos e, dentro deles, na universalidade do discurso legal: iguais perante à lei e condenados ao cárcere no seu descumprimento.

Acontece que reconhecer o outro como extensão de nós mesmos ainda é um desafio pouco tangível em uma sociedade que não associa desenvolvimento humano à humanização. O discurso do auxílio ao próximo quase sempre é listado no rol de ações religiosas, relegado a segundo plano ou exageradamente glorificado no campo da pregação fanática, mas raramente visto como uma obrigação civil.

Talvez porque nossa história tenha estratificado o tripé da modernidade. É como se a igualdade necessariamente passasse pela perfeição do projeto de liberdade e a fraternidade não fosse possível num mundo desigual por essência. Quem ajuda aos pobres de maneira privada é assistencialista e só contribui para a manutenção do fosso social. Outros se isentam relegando o papel ao Estado, já que são descontados em seus vencimentos. Isso lembra muito o discurso dos que comem carne dizendo que se comprazem do sofrimento do animal, mas nada vai mudar se deixarem de fazê-lo, então melhor que comam mesmo.

Por outro lado, é curioso que só se entenda fraternidade como ajuda e não um momento cotidiano que raramente sabemos aproveitar. Se podemos criticar a posição do outro na reunião entre amigos, para que elogiar? Se surge a oportunidade de derrubar o companheiro de trabalho pela falha eventual, bobagem ressaltar as características que o tornam bom profissional. No entanto, vivemos nos lamentando quando somos vítimas da inveja e das injustiças do próximo para conosco.

São muitas as oportunidades de exercermos o descontrole do status social, mas raramente optamos por fazê-lo, talvez porque nos sejam mais agradáveis as risadas das hienas à beira da tragédia do que o vôo solo da águia a buscar novos horizontes. Há uma sabedoria inerente ao movimento da discordância, quando é melhor se sentir um peixe fora d'água do que afundar num lago de egos inflados.

A criação de uma sociedade humanamente sustentável começa em pequenos gestos, necessários à naturalização do discurso em prol da alteridade. Sem eles, continuaremos a transferir a culpa pelos insucessos no trato com o próximo às instituições, mal nos dando conta de que não há sociedade igualitária nem liberta sem a prática ampla, geral e irrestrita da fraternidade.

E amar o próximo não parece assim tão complicado.

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Versos que encantam pela sonoridade, por adormecerem nossos corpos ainda na primeira idade, mas que entram e saem por nossos ouvidos como as brisas que assopram nosso dia a dia. Por onde andam nossas cantigas de ninar?

Pouco ou raramente temos a chance na vida de refletir sobre aquele punhado de palavras ditas por nossos pais, tios ou avós. E perceber sua sabedoria ímpar, ora imersa em códigos que passam inocentes por nossos sentidos, ora bem ali em nossa frente, porém guardada num passado que não acessamos mais.

Talvez por nos ocuparamos com tantos pequenos porquês de nosso mundo sério de gente grande, cantigas virem poeira, como as que cercam os livros de infância que ano após ano jogamos fora em nossas arrumações domésticas.

Uma pena que tão cedo esses legados despretensiosos tenham sido substituídos por fórmulas e teoremas nas salas de aula da vida, omitindo-nos a contribuição de nossa cultura e de quem mais deseja o nosso bem-estar.

Hoje acordei com uma dessas músicas na cabeça. Muitos devem lembrar-se dela.

"Se essa rua, se essa rua fosse minha... eu mandava, eu mandava ladrilhar... Com pedrinhas, com pedrinhas de brilhante... só pra ver, só pra ver meu bem passar. Nessa rua, nessa rua tem um bosque... que se chama, que se chama solidão... Dentro dele, dentro dele mora um anjo... que roubou, que roubou meu coração. Se eu roubei, se eu roubei teu coração... tu roubaste, tu roubaste o meu também... Se eu roubei, se eu roubei teu coração... foi porque, só porque te quero bem".

Quanta coisa singela e ao mesmo tempo necessária... quantas previsões... Nas ruas que são nossas teríamos aprendido sobre limites, atalhos, responsabilidades e o cultivar para cativar. No bosque dos anjos ladrões, saberíamos que inveja, ciúme e insegurança andam lado a lado. Que possuir não é ter verdadeiramente. E, finalmente, que estar com não basta para duas almas serem irmãs e libertas.

Ainda assim, rumamos por estradas tortas, enladrilhadas de cacos mal-juntados de experiências. Não importa o quanto erramos, mas em quantas dessas vezes o fazemos com vontade de acertar.
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terça-feira, 25 de novembro de 2008

Sim, eu voto pelo desarmamento.

Desarmem-se as consciências dos preconceitos sem sentido, as famílias do falso moralismo, os conceitos engessados que se perderam no tempo, a sociedade dos pensamentos ocultos, as ofensas desumanas que não cabem dentro de cada um.

Eu voto pelo desarmamento da velha política, dos esquemas sujos que envergonham o país. Desarmem a corrupção e seus autores que nos enganam, matando nossos sonhos e assassinando ideais de um país mais justo.

Meu voto é pelo desarmamento das ruas e seus fuzis barulhentos que disparam ódio, filhos da pressa, irmãos do stress, netos de um despotismo nada esclarecido.

Desarmem-se as bandeiras que sangram de ira, as línguas que destilam inveja, os corações que pulsam mágoa. Desarmem quem insiste em abrir as veias de nossa nação, os que se fartam da falsa riqueza e da pretensa nobreza. Atear fogo no lixo da sociedade? Atirar pedras nos que já cambaleiam?


Voto pelo desarmamento dos casais. Deponham os revólveres do ciúme, as pistolas da vingança, as carabinas do rancor. Sejam suas munições beijos; os tiros, afagos; a arma, o perdão. Calibre? O amor e suas balas que penetram sem perfurar.

Desarme-se a continuidade das cruzadas, basta de novos gladiadores, chega de fogueiras e caça às bruxas. Desarmem as fantasias de super-heróis, os bandidos que só são bandidos e os mocinhos que só são mocinhos.

Meu voto é pelo desarmamento do medo, da paralisia que impregna as cidades, da desconfiança perante o desconhecido. Quantas vezes não fabricamos armas e as entregamos de bandeja nas mãos do algoz, ainda que sejam eles nós mesmos...

Eu voto sim para a franqueza, não para a hipocrisia; sim pelos direitos que sabemos impor, não pelos deveres que aceitamos adquirir.

Meu voto é duplo, jamais nulo. Sim e não. Nascimento e morte. Respeito e reverência às naturezas. A minha, a tua, a dele, a nossa, a vossa, a deles.

Ah, se me fosse lícito o voto multicor... cheio de opções pra escolher algumas, pleno de flores para abastecer minha roleta russa. E poderia distribuir tiros de bom dia, como vai, precisa de ajuda?

Sim, te ajudaria. Não, não cobraria. Apenas faria atirar pro alto rojões de felicidade sempre que a sentisse perfurar nossas almas enquanto te ofereceria deliciosas bombas de chocolate pra agradar teu dia. E se meu peito explodisse de raiva ou ruísse de tristeza, fecharia os olhos e contaria até dez, cem, mil. O quanto fosse preciso pra me desarmar e seguir de alma lavada.

Bom seria crescer e ver bolas de tênis não mais reféns de pés escaldados pelo asfalto da metrópole. E as armas voltando a ser lápis, cadernos, livros e corações desarmados; bocas sorridentes e olhares sinceros engatilhados tão somente pra disparar felicidade aos quatro ventos...

Ainda não podemos votar por isso. Esse referendo passa ao largo de nossa pretensa genialidade.

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

O medo é um sentimento que proporciona um estado de alerta demonstrado pelo receio de fazer alguma coisa, geralmente por se sentir ameaçado, tanto fisicamente como psicologicamente. Pavor é a ênfase do medo. O medo pode provocar reações físicas como descarga de adrenalina, aceleração cardíaca e tremor. Pode provocar atenção exagerada a tudo que ocorre ao redor, depressão,pânico etc. O medo é uma reação obtida a partir do contato com algum estímulo físico ou mental (interpretação, imaginação, crença) que gera uma resposta de alerta no organismo. Esta reação inicial dispara uma resposta fisiológica no organismo que libera hormônios do estresse (adrenalina, cortisol) preparando o indivíduo para lutar ou fugir. A resposta anterior ao medo é conhecida por ansiedade. Na ansiedade o indivíduo teme antecipadamente o encontro com a situação ou objeto que lhe causa medo. Sendo assim, é possível se traçar uma escala de graus de medo, no qual, o máximo seria o pavor e, o mínimo, uma leve ansiedade. O medo pode se transformar em uma doença (a Fobia) quando passa a comprometer as relações sociais e a causar sofrimento psíquico. A técnica mais utilizada pelos psicólogos para tratar o me do se chama Dessensibilização Sistemática. Com ela se constrói uma escala de medo, da leve ansiedade até o pavor, e, progressivamente, o paciente vai sendo encorajado a enfrentar o medo. Ao fazer isso o paciente passa, gradativamente, por um processo de restruturação cognitiva em que ocorre uma re-aprendizagem, ou ressig nificação, da reação que anteriormente gerava a resposta de alerta no organismo para uma reação mais equilibrada.


- 2 dias para a prova.
'Deixa partir
O que não te pertence mais
Deixa seguir o que não poderá voltar
Deixa morrer o que a vida já despediu
Abra a porta do quarto e a janela
Que o possível da vida te espera
Vem depressa que a vida precisa continuar
O que foi já não serve é passado
E o futuro ainda está do outro lado
E o presente é o presente que o tempo quer te entregar
Fala pra mim
Se achares que posso ouvir
Chora ao teu Deus se não podes compreender
Rasga este véu do calvário que te envolveu
Tão sublime segredo se esconde
Nesta dor que escurece o horizonte
Que por hora impedem os teus olhos de contemplarem
O eterno presente do tempo
O ausente o presente em segredo
Na sagrada saudade que deixa continuar
Deixa morrer o que a morte já sepultou
Deixa viver o que dela ressuscitou
Não queiras ter o que ainda não pode ser
É possível crescer nesta hora
Mesmo quando o que amamos foi embora
A saudade eterniza a presença de quem se foi
Com o tempo esta dor se aquieta
Se transforma em silencio que espera
Pelos braços da vida um dia reencontrar.'
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[Padre Fábio de Melo]

terça-feira, 18 de novembro de 2008

‘Hoje levantei cedo pensando no que tenho a fazer antes que o relógio marque meia-noite. É minha função escolher que tipo de dia vou ter hoje. Posso reclamar porque está chovendo... ou agradecer às águas por lavarem a poluição. Posso ficar triste por não ter dinheiro... ou me sentir encorajado para administrar minhas finanças, evitando o desperdício. Posso reclamar sobre minha saúde... ou dar graças por estar vivo. Posso me queixar dos meus pais por não terem me dado tudo o que eu queria.... ou posso ser grato por ter nascido. Posso reclamar por ter que ir trabalhar.... ou agradecer por ter trabalho. Posso sentir tédio com as tarefas da casa... ou agradecer a Deus por ter um teto para morar. Posso lamentar decepções com amigos... ou me entusiasmar com a possibilidade de fazer novas amizades. Se as coisas não saíram como planejei, posso ficar feliz por ter hoje para recomeçar. O dia está na minha frente esperando para ser o que eu quiser. E aqui estou eu, o escultor que pode dar forma. Tudo depende só de mim.’
"Faça uma lista de grandes amigos
Quem você mais via há dez anos atrás
Quantos você ainda vê todo dia
Quantos você já não encontra mais...
Faça uma lista dos sonhos que tinha
Quantos você desistiu de sonhar!
Quantos amores jurados pra sempre
Quantos você conseguiu preservar...
Onde você ainda se reconhece
Na foto passada ou no espelho de agora?
Hoje é do jeito que achou que seria
Quantos amigos você jogou fora?
Quantos mistérios que você sondava
Quantos você conseguiu entender?
Quantos segredos que você guardava
Hoje são bobos ninguém quer saber?
Quantas mentiras você condenava?
Quantas você teve que cometer?
Quantos defeitos sanados com o tempo
Eram o melhor que havia em você?
Quantas canções que você não cantava
Hoje assobia pra sobreviver?
Quantas pessoas que você amava
Hoje acredita que amam você?"
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[Oswaldo Montenegro]

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

'Já és meu.
Repousa com teu sonho em meu sonho.
Amor, dor, trabalho, devem dormir agora.
Gira a noite sobre suas invisíveis rodas
e junto a mim és puro como âmbar dormido
Nenhum mais, amor, dormira com meus sonhos
Irás, iremos juntos pelas águas do tempo.
Nenhum viajará pela sombra comigo, só tu.
sempre vivo... sempre sol... sempre lua...
Já tuas mãos abriram os punhos delicados
e deixaram cair suaves sinais sem rumo
teus olhos se fecharam como
duas asas cinzas, enquanto eu sigo a água
que levas e me leva.
A noite... o mundo... o vento enovelam seu destino,
e já não sou sem ti senão apenas teu sonho.'
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[Pablo Neruda]
'Há outros dias que não têm chegado ainda,
que estão fazendo-se
como o pão ou as cadeiras ou o produto
das farmácias ou das oficinas
- há fábricas de dias que virão -
existem artesãos da alma
que levantam e pesam e preparam
certos dias amargos ou preciosos
que de repente chegam à portapara premiar-nos
com uma laranjaou assassinar-nos de imediato.'
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[Pablo Neruda (Últimos Poemas)]

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

"Há certas horas, em que não precisamos de um amor
Não precisamos da paixão desmedida
Não queremos beijo na boca
E nem corpos a se encontrar na maciez de uma cama
Há certas horas, que só queremos a mão no ombro,
o abraço apertado ou mesmo o estar ali, quietinho, ao lado
Sem nada dizer
Há certas horas, quando sentimos que estamos pra chorar,
que desejamos uma presença amiga, a nos ouvir paciente,
a brincar com a gente, a nos fazer sorrir
Alguém que ria de nossas piadas sem graça
Que ache nossas tristezas as maiores do mundo
Que nos teça elogios sem fim
E que apesar de todas essas mentiras úteis,
nos seja de uma sinceridade inquestionável
Que nos mande calar a boca ou nos evite um gesto impensado
Alguém que nos possa dizer:
Acho que você está errado, mas estou do seu lado
Ou alguém que apenas diga:
Sou seu amor!
E estou Aqui!"
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[William Shakespeare]

terça-feira, 4 de novembro de 2008

"Ainda que eu falasse a língua dos homens
E falasse a língua dos anjos,
Sem amor eu nada seria.
É só o amor, é só o amor
Que conhece o que é verdade
O amor é bom, não quer o mal
Não sente inveja ou se envaidece.
Amor é fogo que arde sem se ver
É ferida que dói e não se sente
É um contentamento descontente
É dor que desatina sem doer.
É um não querer mais que bem querer
É solitário andar por entre a gente
É um não contentar-se de contente
É cuidar que se ganha em se perder.
É um estar-se preso por vontade
É servir a quem vence, o vencedor;
É um ter com quem nos mata a lealdade.
Tão contrário a si é o mesmo amor.
Estou acordado e todos dormem
Agora vejo em parte
Mas então veremos face a face.
É só o amor, é só o amor
Que conhece o que é verdade."
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[Legião Urbana]
'Diante das dificuldades e desafios que a vida nos propõe muitas vezes o mundo parece conspirar para que a gente desista. Somos tentados a deixar para trás não apenas nossos sonhos, mas também pedaços de nós e de tudo em que acreditamos. Entretanto, para quem confia em dias melhores e em si mesmo esse é o momento exato para reerguer-se e lutar. Não importa de onde venha a nossa força, já que a verdadeira fé independe de crenças e religiões. O que interessa é buscar estímulos para seguir em frente, superar obstáculos, batalhar pelos nossos ideais. O que precisamos é acreditar que tudo é possível quando cultivamos a esperança dentro de nós. Milagres acontecem todos os dias, por toda a parte. Contudo, só os reconhece quem tem um coração repleto de fé e esperança.. quem se atreve a sonhar!! ツ
..εϊз..
[Márcia Duarte]

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

“Aqui não falta sol Aqui não falta chuva A terra faz brotar qualquer semente Se a mão de Deus Protege e molha o nosso chão Por que será que tá faltando pão? Se a natureza nunca reclamou da gente Do corte do machado, a foice, o fogo ardente Se nessa terra tudo que se planta dá Que é que há, meu país? O que é que há? Tem alguém levando lucro Tem alguém colhendo o fruto Sem saber o que é plantar Tá faltando consciência Tá sobrando paciência Tá faltando alguém gritar Feito um trem desgovernado Quem trabalha tá ferrado Nas mãos de quem só enganaFeito mal que não tem cura Estão levando à loucura O país que a gente ama Feito mal que não tem cura Estão levando à loucura O Brasil que a gente ama”

[Forte de Cabedelo - PB]

"Senho fazei de mim o instrumento de Vossa paz
Onde houver ódio
Que eu leve o amor
Onde houver ofenças
Que eu leve o perdão
Onde houver discórdia
Que eu leve a união
Onde houver trévas
Que eu leve a luz
Onde houver erro
Que eu leve a verdade
Onde houver desespero
Que eu leve a espença
Onde houver tristeza
Que eu leve alegria
Onde houver dúvidas
Que eu leve a fé
Mestre, fazei que eu procure mais
Consolar que ser consolado
Compreender que ser compreendido
Amar que ser amado
Pois é dando que se recebe
É perdoando que se é perdoado
E é morrendo que se vive para vida eterna"
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[Oração de São Francisco]

domingo, 2 de novembro de 2008

‘Amor, que o gesto humano na alma escreve,
Vivas faíscas me mostrou um dia,
Donde um puro cristal se derretia
Por entre vivas rosas e alva neve.
A vista, que em si mesma não se atreve,
Por se certificar do que ali via,
Foi convertida em fonte, que fazia
A dor ao sofrimento doce e leve.
Jura Amor que brandura de vontade
Causa o primeiro efeito; o pensamento
Endoidece, se cuida que é verdade.
Olhai como Amor gera, num momento
De lágrimas de honesta piedade,
Lágrimas de imortal contentamento.’
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[Luís de Camões]