quarta-feira, 11 de junho de 2008

Na praia, depois do luau, das piadinhas de português, loira, papagaio e hilaridades afins, deitada sobre a areia úmida relembrei-me os tempos que se foram, todos os desenhos, filmes, músicas, amigos, risos, brincadeiras. -Ah mais que boa saudade! Tipo de assunto que trás inspiração para qualquer ser humano. De todo, é o que também o dicionário Aurélio não soube explicar - o que consta são apenas "citações-exemplo" -. Existem revistas, como a Super Interessante, que já dedicaram uma seção inteira a esse sentimento que acomete a todos. Faria aqui uma lista de jogos, músicas, filmes, roupas, brincadeiras e brinquedos, programas de TV... Porém faria eu uma lista grande demais para esta crônica. É incrível como através de uma discussão entre amigos sobre os "bons tempos" é possível até descobrir a evolução científica, tecnológica e cultural do nosso meio: hoje nós dizemos, "bons tempos aqueles da ideologia a todo custo da década de 1995", amanhã talvez dirão, "bons tempos aqueles sem ideologia alguma". Desculpem a empáfia e a hipérbole, por abrir espaço para a oposição. Ou alguma figura de linguagem que o valha. Disseram, um dia, que faz bem ter saudade. Saudade dos amigos, saudade daquele desenho que você não viu o último episódio, ou daquele filme que você perdeu no cinema, saudade de um livro que te fez pensar, ou de uma música que não toca mais no rádio, saudade de tudo que tinha e de nada que faltava. Disseram também que saudade demais causa depressão e que antidepressivo não cura por completo a depressão. Então... Se antidepressivo não cura depressão, depressão é saudade e saudade é nostalgia. Quer dizer que nostalgia não tem cura?com tese furada de pensamentos errantes, diz-se: se ontem nossos pais brincavam de pião e pipas, hoje brincamos com bonecos interativos, amanhã brincaremos com robôs... E depois? Eles que brincarão conosco?
Oh!
(Ô teoria infeliz, viu!).

Jéssica C. Leal

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