segunda-feira, 16 de junho de 2008

"Te olho nos olhos e você reclama que te olho profundamente, desculpa, tudo que vivi foi profundamente. Eu te ensinei quem sou e você foi me tirando os espaços entre os abraços, guarda-me apenas um fresta. Eu que sempre fui livre, não me importava com o que os outros dissessem, ate onde posso ir para te resgatar? Reclama de mim como se houvesse a possibilidade de eu me inventar de novo. Desculpa se te olho profundamente, rente a pele, a ponto de ver seus ancestrais em seus traços. A ponto de ver a estrada muito antes dos teus passos. Eu não vou separar minha vitorias dos meus fracassos. Eu não vou renunciar a mim, nenhuma parte, nenhum pedaço do meu ser vibrante, errante, sujo, livre, quente. Eu quero estar viva e permanecer te olhando profundamente."

Ana Carolina

Nenhum comentário:

Postar um comentário